Às cem mãos

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Do nunca para o sempre.

Quando penso em ti

Da terra, no ventre.

Me falta pois não está aqui.

 

Do sempre para o nada

Sonhávamos a seu lado.

Mas a intrigante natureza, agindo calada

Me tira sem pedir, sufoca meu brado

De dor ao vê-la mutilada,

E só me resta seu retrato, borrado.

 

A quatro mãos foi construído,

Cimentado com curiosidade e anseio.

Nos erguemos do desejo destruído 

Com força para persistir no devaneio.

 

Cem mãos por um centímetro de amor.

A lição deixada é que nos socorre:

Maior do que a dor

É só a última que morre.

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