Casamento Gay e Direitos Civis

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Eu não aguento mais essa bobagem do casamento gay. Não que eu seja contra, pelo contrário, mas a onda de burburinho (ou “burburão”) que isso causou, ainda mais com a aprovação da Lei na França e com os cartórios brasileiros autorizados a oficializar uniões civis, é inacreditável

Julgue-me por isso, mas eu sou um assíduo frequentador dos comentários do portal G1, e fico abismado com o tipo de comentários que rola por lá. Mmesmo sabendo que uma parte é “troll”, me assusta a intolerância e a cegueira das pessoas.  A maioria argumenta-se contra por religião, por “não ser natural” ou por simplesmente não gostar de ver dois gays (por mais que adore um pornôzinho de lésbicas, mas enfim). A maioria não se acha homofóbico, e, os que se acham, se esquecem que só temos liberdade para pensarmos o que quisermos porque, lá atrás, alguém lutou para isso.

Os religiosos podem achar desculpas no livro e nas palavras de quem quiserem, pois uma coisa sobre o casamento é fato: Ele não é uma cerimônia religiosa. Se o religioso tem a escolha de ser de tal religião, é porque alguém garante que isso aconteça. E quem é esse alguém? O ESTADO. E quem são as pessoas que dão poder a esse ESTADO, para que, para elas mesmas, sejam garantidas direitos, sob a troca de deveres? O CIDADÃO.

Pois bem, partindo de que o ESTADO beneficia e é beneficiado pelo CIDADÃO, requerindo-lhe seus deveres (seguir a lei, pagar impostos, etc.) e lhe dando seus direitos (liberdade religiosa, união estável, casamento civil, saúde, educação, etc.) por que um CIDADÃO, que cumpre todos os seus deveres, tem seu direito (inalienável por ser cidadão) negado pelo estado, sob justificativa de ter um gosto pessoal diferente o usual?

Gosto, assim como religião, são reconhecidas pela liberdade civil, como valores estritamente pessoais e, ao menos que fira as leis do Estado, o mesmo não pode interferir (Ou seja, aquela falácia de que “em breve vai ser possível casar com crianças”, cai por água, pois pedofilia está entre as leis do estado).

O que precisamos ter em mente é que para que tenhamos LIBERDADE, temos que semear o princípio fundamental da IGUALDADE, dando direitos CIVIS àqueles que contribuem como cidadãos, e utilizarmos a FRATERNIDADE para aceitar que a homossexualidade não é demérito, mas simplesmente, um gosto diferente do seu.

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