Digníssima falácia

Kovo

– O senhor me daria a honra de dizer-lhe quantas notas socialmente aceitas como papel moeda, foram subtraídas do bornal antes repousado no acolchoado comunitário? – indagou a mulher, com dedo em riste.

– A senhorita deveria repensar todas as vezes em que, cada vez que o social era integrado ao nosso convívio, em centros populares de compras, minhas demandas não eram atendidas, mesmo sob protesto veemente, beirando a reações físicas, frente ao produto de meu agrado, e de todos que me apoiam e mal visto pelos que me cerceiam, inclusive…. – fora interrompido pela mulher, que rosnou e aumentou o tom de voz.

– Isso não justifica os seus atos, se o senhor não tinha autorização para tal, que obtivesse um aval superior, e não ultrapassasse qualquer autoridade presente, mesmo que sob revolta. Da mesma forma que de lá a quantia fora retirada, para lá ela retornará imediatamente!

– Mas a senhora deve levar em conta – impôs, já nervoso.

– Sem mas!! – Gritou a mulher, levantando um chinelo – Vá agora para sua sala pessoal e reflita com pouca parcimônia acerca dos augúrios que não teve de que não seria descoberto.

A mulher então retirou-se, nervosa, e acrescentou, aos berros:

– E não irás adquirir um Kinder ovo tão cedo!

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