’87

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Ele não era musculoso, principalmente pra um cidadão de Miami, onde temos uma cultura ao corpo fortemente imposto pelo clima de praia.  No entanto, munido de um taco de beisebol, um pé-de-cabra ou cano de ferro, fazia um estrago imenso. Era rápido e certeiro. Para não ser reconhecido, utilizava uma máscara de algum animal. Dependia do impacto que gostaria de causar.

Pelo telefone, ele recebia os serviços: “Preciso que você resolva um problema na lavanderia tal”, “Tenho que me livrar de dois ratos lá na companhia telefônica”, e por aí vai.

Depois de tanto sangue e horror, apaixonou-se por uma mulher. Enlouqueceu quando um dos telefonemas pediu para que exterminasse uma praga. Só viu que era seu amor quando ela jazia no chão, contorcendo-se. Foi nesse momento que outro rapaz, vestindo uma máscara de porco, chutou a porta ao seu lado, quebrando o fliperama encostado na parede. Ouviu três disparos pesados, seguidos do fogo infernal lançado pela escopeta.

Agonizando, entendeu então, que matava assassinos, e sua vez havia chegado.

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