Rivais

Apressado, desce a sua rua a passos largos.
Suor cai em seu rosto, no ombros pesam-lhe os músculos dos braços.
Do outro lado da rua, um rapaz mais velho vindo em direção
Oposta,
Os olhos desconfiados dos dois se cruzam,
Em uma expressão de conflito e ódio.
Nunca haviam visto,
Mas um deles sabia que o outro iria machucá-lo.
O motivo: dinheiro.
Agora a adrenalina corre nas veias,
Músculos se tensionam, preparados para o impacto
E andam um contra o outro, somente interligados
Pelo feroz olhar de ambos,
E ficam lado a lado, sem desviar o olhar,
Afastados somente por 3 metros de asfalto
Quente do sol das quinze horas.

Param.

Um pega um pedaço de madeira com um prego,
Que jazia no chão
O outro, um tijolo na calçada.
Cacos, batidas, estilhaços.
Suor antes do trabalho, agora provém do instinto,
Da sobrevivência.
Rolam no chão tentando atingir um ao outro
Com o que tem em volta.
Um deles consegue ficar por cima,
Pega o outro pela testa e bate a cabgeça na calçada.
Uma,
Duas vezes.
Na quinta batida ouve-se o estalo, e as flores da calçada
Banham-se de vermelho-escarlate.

Corpo abandonado,
Um cambaleante corre com medo do que fez.
Esconde-se numa viela escura.
É pego por oficiais,
E levado ao inferno.

E lá, vive aquilo muitas vezes,
E o sangue lhe escorre o rosto diariamente.
Até que o ódio domina seu coração.
Foi solto porque tinha dinheiro pra pagar um bom advogado…
Mas o ódio não foi dissipado…
Fora preso por matar o homem que iria matá-lo por seus tênis.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s