De Todos

Nesse planeta, aparentemente os seres humanos constituem a espécie mais inteligente. E, nessa inteligência, surgem idéias com diferentes propósitos e interesses separatistas e exclusivistas. São tantos os nomes dados para algumas dessas idéias: sexismo, nazismo, racismo. Uma das mais praticadas e menos observadas é o Especicismo, que, no nosso caso, corresponde à convicção e abuso por parte da humanidade sobre as espécies “menos evoluídas”, que compreendem os animais e a natureza.

Todos dividimos a mesma casa, o Planeta Terra, e parece que a força humana é a única que não segue o equilíbrio da natureza, utilizando seu potencial para fins escusos e egoístas. Por causa do lucro, a caça aos animais para produção de comida atinge recordes alarmantes. Para a função exclusiva de servir de alimento, os animais passam toda sua vida parados ou de pé, dando leite, engordando, machucando-se nas grades, onde não é seu lugar. Animais indefesos como focas, raposas, lobos e chinchilas são torturados ao terem sua pele retirada enquanto vivos, ou após receberem eletrocução anal. Ou as intermináveis horas que um boi fica sangrando ao serem cravados enormes espigões em suas costas, vários homens e capas a confundir-lhe, atiçar-lhe, maltratar-lhe. E no final todos aplaudem a tradição em sua pior expressão.

Será que não temos tecnologia suficiente pra fazermos vestuário sintético, escolher comer as inúmeras alternativas que não seja carne? Sou absolutamente contra a morte ou tortura de animais para recreação (touradas, circo, etc.) e extração da pele.

Também não sou a favor da proibição do abate, mas gostaria que ele prezasse a vida do animal no abatedouro e respeitasse sua dor na hora da execução. Você acha que animais não sofrem? Pensem no fato de que os animais têm alguns sentidos muitíssimo mais aguçados que o nosso, e que uma dor causada a nós, pode provocar o quadruplo da dor no animal. Um exemplo prático é o golfinho, que é hipersensível, tanto que sua comunicação é bastante complexa e depende de vibrações e sensações. Pensem na dor que ele sente quando alguém lhe retira do mar, corta-lhe um traço para que o deixe sangrar até a morte, que demora a chegar.

A natureza é cruel também. Muitos desses animais morreriam comidos vivos, de fome ou de doenças.

Mas o homem faz questão de torturar, matar, experimentar animais não para se alimentar, se proteger do frio ou salvar a população mundial, mas para encher o próprio bolso. A gente sabe que é anti-ético, mas provocamos tudo isso para benefício próprio, e não sobrevivência ou necessidade. Pura ganância.

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2 comentários

  1. É… pior que o objetivo alimentar, é o mal trato por mera diversão..ou por simples falta do que fazêcia… Já crianças mal-tratando gatos, cachorros, passarinhos, outras crianças… etc.

    Gosto de fazer a alusão de que os vilões de filmes de heróis, especialmente as séries japonesas, não deixam de ter sua razão quando objetivam eliminar a humanidade pela maneira prejudicial com que tratam os outros..

    Asimov também escreveu alguns contos que fazem mensão a isso, colocando o “homem” no lugar daqueles que ele mal trata, sendo subjugado por outros seres como aliens e robôs, que julgam o homem incapaz de co-habitar seu planeta com outros seres, causando inumeros males não compensáveis a ele e aos seus habitantes. A mais lógica verdade.

    Entretanto, ainda tenho Esperança. Creio que uma mudança não é apenas necessária mas fundamental para a preservação da existência do homem na Terra, seus demais seres e do próprio planeta como um sistema de interações complexas e muito, repito: muito, frágeis.

    Creio que essa rvolução, essa mudança, está relacionada com a forma de pensar do homem. Está relacionada a cultura capitalista, ao consumo exacerbado, ao sistema econômico insustentável do qual somos parte, querendo ou não.

    É um problema de educação de base. É um problema de consciencia. Quando nossas escolas formarem pessoas de verdade, além dos seres facilmente mecanizaveis que ela forma hoje, conformistas, alienados, que visam unicamente sua sobrevivencia e competição que objetiva o lucro, sem olhar para o lado, para seus pr´´oprios irmãos humanos e muito menos para seus irmãos de planeta…Talvez haja esperança.

    Mas não é conveniente para o sistema, nem é cômodo para suas partes, estas mudanças.

    E mudar este pensamento deve ser um dos prinipais objetivos daqueles que têm essa consciência sobre o impacto do homem em seu meio.

    Sem mais,

    Felipe Barcellos.

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