Durval, o Médio

Na realidade este não é um conto, mas uma introdução que criei de um dos personagens principais de uma história maior, que seria uma comédia medieval, algo parecido com Monty Python e o Cálice Sagrado.

Publicado originalmente em Set/2006

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Conheçam o grande cavaleiro andante ‘Durval, o Médio’!

Alto, loiro, olhos azuis, forte, viril, sagaz e glorioso! Assim é a definição de um herói romântico! Um herói que seria personagem principal das trovas e cantigas dos menestréis! O homem por quem as donzelas ficariam molhadas…Digo, suadas de nervosismo somente em pensar estar ao seu lado. Um futuro Rei! Que gozaria de todos os benefícios intelectuais, sexuais, e magistrais recebidos por um ser autorizado a mandar em uma plebe nojenta e ignorante! Mais que um homem, um Semideus, rodeado de mulheres, dinheiro e fama!

Mas Durval não era nada disso…

Com exceção de seus cabelos loiros e olhos azuis, nada tinha de magistral. Muito pelo contrário, era baixo, narigudo e ainda por cima tinha suas orelhas dobradas ao meio por seu elmo. Já o haviam chamado de ‘Elfo’, uma centena de vezes. Em todas, Durval levantava a voz, erguia sua espada e conclamava o nome da sua família: MicoBravo. Ao final do acerto de contas, não lhe faltavam pernas…Para correr, diga-se. É um amigo fiel, grande entusiasta, ativo e altaneiro. No entanto lhe faltava (muita) coragem e inteligência.

O equipamento de Durval MicoBravo também não ajudava em nada: Sua espada tinha um cabo que mais parecia um baita d’um…D’um… Enfim, parecia tanto que isso lhe servira de chacota entre todos durante sua infância. Sim, ele herdara a espada do pai, que perdeu (o pai, lógico) quando era criança (não sei se me entenderam, mas o pai perdeu a vida. A espada ainda existe!!).
Infelizmente sua má condição financeira fez com que Durval pudesse somente comprar metade de um peitoral masculino. Ainda lhe remetem à imagem de ‘bustiã’.
O elmo também herdou de seu pai, e o velho, num dia de bebedeira lhe contou que o dia em que a afiada ‘espiga’ que reside no topo do elmo começar a aumentar, ela se tornaria uma coroa, e então Durval seria rei de TerraGrande. Todo dia, ao entardecer, Durval observa atentamente, durante 40 minutos, o crescimento da espiga.
Durval MicoBravo agora é um cavaleiro de D’us, mas ele já foi muito menos do que isso. Nascera no interior do interior de TerraGrande. Foi criado com a mãe, mas esta trabalhava na lavoura e à noite, num quarto bem conhecido por muitos, ganhava dinheiro com a morte de seu pai (?). Pela falta da mãe, Durval cresceu aprendendo com as ovelhas. Elas o ensinaram os valores da vida, da natureza…E da fuga, quando viam os lobos famintos!
Um dia sua mãe e ele andavam e cantarolavam pelos campos, até que encontraram um velho ermitão que não parecia em sua melhor forma. O ermitão disse, completamente embriagado, que Durval nasceu para ser um LÍDER NATO. Que erro. Sua mãe livrou-se dele…Digo, o colocou em um mosteiro, onde aprendeu os valores da ordem e da justiça!
Durval é o principal dos 3 componentes do B.O.S.T.A.S. – Bons Ordeiros Salvadores Temerosos Anarquistas do Silêncio – que promove revoluções contra a coroa, destruição de monstros, cura de maldições e vez ou outra participam de uma dessas atividades.

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